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Clinica psiquiatrica Publicado em 20/08/2023 · 12 min de leitura

Internação Psiquiátrica: Saiba quando é necessário

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Internação Psiquiátrica: Saiba quando é necessário

Quando uma pessoa em crise recusa tratamento e corre risco, a família se vê diante de uma decisão muito difícil. A internação psiquiátrica involuntária existe para esses casos, e conhecer como ela funciona ajuda a decidir com mais segurança. Neste conteúdo explicamos o que é, para que serve, quando é indicada, quem pode pedir, quais são os passos e o que a lei prevê.

Resumo: é uma internação sem o consentimento do paciente, a pedido da família e com laudo médico, indicada quando há risco e o tratamento fora do hospital não basta. A clínica cuida da burocracia e comunica o Ministério Público em até 72 horas.

O que é internação psiquiátrica involuntária?

É a internação feita sem o consentimento do paciente, a pedido de um familiar ou responsável e com indicação de um médico. Ela existe para os casos em que a pessoa está em crise, não tem condições de avaliar que precisa de tratamento e corre risco para si ou para os outros. Não é punição, nem prisão: é um tratamento de saúde, previsto em lei, para proteger e tirar a pessoa da crise.

Muita gente associa clínica psiquiátrica a ideias ruins, e isso vem do desconhecimento. Hoje a internação é feita com equipe multiprofissional, medicação, terapias e acompanhamento da família. Para entender o dia a dia, veja como funciona o tratamento em um hospital psiquiátrico.

Resumo: a internação involuntária é feita sem o consentimento do paciente, a pedido da família e com laudo médico. Em até 72 horas, a clínica comunica o Ministério Público. Ela é indicada nas crises com risco, surto, agressividade, ideias de suicídio ou recusa de tratamento. A burocracia fica com a clínica.

Quais são os tipos de internação psiquiátrica?

A Lei 10.216/2001, que protege os direitos das pessoas com transtornos mentais, prevê três tipos:

Tipo Como acontece Quem decide
Voluntária O próprio paciente concorda e assina o pedido de internação. O paciente, com indicação médica.
Involuntária Sem o consentimento do paciente, a pedido de um familiar ou responsável. A família pede e o médico autoriza com laudo.
Compulsória Determinada pela Justiça, depois de avaliação médica. O juiz.

Em todos os casos, a internação só é indicada quando o tratamento fora do hospital não é suficiente. Veja também quando a internação psiquiátrica é necessária.

Para que serve a internação involuntária?

  • Estabilizar a crise: controlar surtos, agitação, delírios e alucinações com segurança;
  • Proteger a vida: evitar que a pessoa se machuque, se coloque em risco ou machuque os outros;
  • Iniciar o tratamento: começar a medicação e as terapias em ambiente protegido, longe dos gatilhos;
  • Desintoxicar: no caso de álcool e drogas, retirar a substância com acompanhamento médico;
  • Reorganizar a rotina: sono, alimentação, convivência e vínculos com a família;
  • Preparar a continuidade: orientar a família e planejar o cuidado depois da alta.

Assim que a pessoa estabiliza, ela costuma entender melhor sua situação e aceitar o tratamento com mais naturalidade. Muitos pacientes, depois da alta, reconhecem que a internação foi necessária.

Quando a internação involuntária é indicada?

O médico avalia caso a caso. As situações mais comuns são:

  • Surto psicótico com delírios, alucinações e perda da noção da realidade. Veja psicose e surto psicótico;
  • Risco de suicídio ou autoagressão, em casos de depressão grave, bipolaridade ou borderline;
  • Agressividade e ameaça a familiares ou a terceiros;
  • Dependência de álcool e drogas com risco de overdose, abstinência grave ou perda do controle. Leia sobre dependência química e alcoolismo;
  • Mania do transtorno bipolar, com gastos, impulsividade e risco;
  • Esquizofrenia em crise ou com abandono do tratamento. Veja o tratamento da esquizofrenia;
  • Crises graves de ansiedade ou pânico que não melhoram com o tratamento fora do hospital;
  • Transtornos alimentares graves, com desnutrição e risco clínico;
  • Recusa de comida, de água ou de medicação e situação de rua por perda da noção da realidade.

É preciso um laudo médico que explique os motivos da internação. Sem essa avaliação, ela não é feita.

Quem pode pedir a internação involuntária?

Quem pede é a família ou o responsável legal da pessoa. Nos casos de dependência de drogas, a lei admite que, na falta absoluta da família, o pedido seja feito por servidor público da saúde ou da assistência social, com exceção de agentes de segurança pública. O pedido vai ao médico responsável, que avalia o paciente e decide se há indicação.

Familiares costumam sentir muita culpa nesse momento. Isso é normal, e o que importa é o cuidado. Leia como lidar com a culpa de internar um familiar e como pedir internação quando a família não sabe mais o que fazer.

Como funciona a lei na internação involuntária?

  • Laudo médico circunstanciado: documento do médico que explica os motivos da internação;
  • Comunicação ao Ministério Público: o responsável técnico da clínica informa a internação involuntária em até 72 horas, e também avisa quando o paciente recebe alta;
  • Direitos do paciente: tratamento digno, informação sobre a doença, contato com a família e proteção contra qualquer abuso;
  • Alta: o médico define, quando o paciente está estável. A família também pode pedir a interrupção do tratamento, e a equipe orienta sobre os riscos.

Nos casos de dependência de drogas, a Lei 13.840/2019 prevê que a internação involuntária dura o tempo necessário à desintoxicação, com prazo máximo de 90 dias, e que ela só é indicada depois de avaliar o tipo de droga, o padrão de uso e a impossibilidade de outras alternativas. A equipe da clínica explica como isso se aplica a cada caso.

Quais são os passos para a família?

1. Entre em contato com a clínica. A equipe ouve a situação, orienta e indica a unidade adequada.

2. Avaliação médica. O psiquiatra avalia o paciente e emite o laudo, quando há indicação.

3. Autorização e documentos. A família assina o pedido, e a clínica cuida da parte burocrática.

4. Remoção segura. Se a pessoa não aceita ir, a clínica faz o transporte com equipe preparada.

5. Internação e tratamento. Medicação, terapias, atividades e acompanhamento da família.

6. Comunicação ao Ministério Público. Feita pela clínica em até 72 horas.

Veja os detalhes da remoção de pacientes e o que levar no enxoval para a internação.

Quanto tempo dura a internação psiquiátrica?

Não existe um tempo igual para todos. Quem define é o médico, com a equipe, conforme o diagnóstico, a resposta ao tratamento e a estabilidade do paciente. Casos de crise breve podem exigir períodos menores, enquanto dependência e doenças graves pedem mais tempo para um resultado consistente.

O que acontece durante a internação?

  • Avaliação e diagnóstico pelo psiquiatra e pela equipe;
  • Medicação ajustada ao caso;
  • Psicoterapia individual e em grupo;
  • Atividades terapêuticas e de convivência;
  • Alimentação e cuidados com a saúde física;
  • Visitas e orientação da família, conforme as regras da unidade;
  • Plano para depois da alta, com acompanhamento e prevenção de recaídas.

E se a pessoa não aceita o tratamento?

A recusa é comum e, em muitos quadros, faz parte da própria doença: a pessoa pode não reconhecer que precisa de ajuda. Discutir, ameaçar ou enganar costuma piorar a situação. Evite conversar quando a pessoa recusar o tratamento, escolha um momento calmo, fale do que você observa e do quanto se preocupa e busque orientação de uma equipe antes de decidir como abordar.

Leia o que fazer quando o familiar recusa tratamento e, se a decisão traz culpa, veja como lidar com esse sentimento. Quando há risco ou o paciente não aceita ir até a unidade, o Instituto Aron realiza a remoção de pacientes, com transporte seguro e cuidadoso. O valor depende da distância, e o ideal é consultar os nossos especialistas.

Situação de emergência? Se o paciente está em crise, recusa tratamento ou corre risco, Não espere: fale agora com o nosso atendimento pelo WhatsApp ou pelos telefones (11) 99598-8626 e (11) 93934-2547. Nossa equipe orienta a família e realiza a remoção com segurança.

Quais são os mitos sobre a internação involuntária?

Mito Verdade
"É uma prisão." É um tratamento de saúde, com equipe médica e direitos garantidos por lei.
"Qualquer um pode internar outra pessoa." É preciso pedido da família ou do responsável e laudo médico.
"O paciente nunca vai perdoar a família." Muitos entendem e agradecem depois, quando estão estáveis.
"Só se interna quem tem doença grave." Também se interna em crises e quando o tratamento fora do hospital não funcionou.
"Depois de internar, a família não participa." A família é parte do tratamento, com orientação e acompanhamento.

Como a família pode agir antes de internar?

  • Mantenha a calma e evite discussões e ameaças;
  • Não confronte a pessoa em surto, agitada ou sob efeito de drogas;
  • Retire objetos perigosos e proteja quem está em casa;
  • Anote os sinais (datas, falas, comportamentos), pois ajudam o médico;
  • Procure a equipe cedo, sem esperar a situação piorar;
  • Cuide de você. A família também precisa de apoio.

Baixe o guia gratuito para famílias, confira o enxoval para internação, consulte o glossário de saúde mental e veja as perguntas frequentes.

Como funciona o tratamento de internação involuntária no Instituto Aron?

O Instituto Aron é uma clínica particular, que não atende convênios nem planos de saúde, porque o nosso trabalho é personalizado, com atenção individual a cada paciente e a cada família. Temos unidades em vários estados, entre elas São Paulo e Rio de Janeiro, e a nossa equipe orienta qual é a mais adequada para o caso.

O tempo mínimo de internação é de 3 meses, porque os transtornos mentais pedem tempo para estabilização e acompanhamento. O orçamento é individual, feito depois de conhecer o caso, e você pode entender o que influencia o valor em quanto custa uma internação psiquiátrica. Conheça a nossa história e os depoimentos de famílias. Nosso atendimento é de segunda a sexta, das 9h às 20h, e aos sábados e domingos, das 10h às 19h.

Perguntas frequentes sobre internação involuntária

É a internação feita sem o consentimento do paciente, a pedido de um familiar ou responsável e com autorização médica.

Na involuntária, a família pede e o médico autoriza. Na compulsória, quem determina é a Justiça.

A família ou o responsável legal. Para dependentes de drogas, na falta absoluta da família, servidor da saúde ou da assistência social também pode pedir.

Não. A involuntária não exige ordem judicial, e sim o pedido da família e o laudo médico. A compulsória é a que depende de decisão do juiz.

Sim. A internação involuntária é comunicada ao Ministério Público em até 72 horas, e o término também é comunicado.

Surtos psicóticos, depressão grave com risco de suicídio, mania, esquizofrenia em crise, dependência de álcool e drogas, crises graves de ansiedade e transtornos alimentares, entre outras.

O médico define conforme a evolução. Para dependentes de drogas, a lei prevê o período de desintoxicação, com limite de 90 dias.

Sim, conforme as regras e a orientação da equipe, que avalia o melhor momento para cada caso.

A família pode pedir a interrupção do tratamento, e o médico orienta sobre os riscos e os cuidados.

A pessoa segue em acompanhamento com psiquiatra e psicólogo, com medicação e um plano para prevenir recaídas.

Não. Trabalhamos apenas no particular, porque o nosso trabalho é personalizado e só nessa modalidade conseguimos oferecê-lo com a atenção individual que cada família precisa.

O valor depende da unidade, do tempo de tratamento, do tipo de acomodação e do acompanhamento necessário. O orçamento é individual, feito depois de conhecer o caso. Peça o seu pelo WhatsApp.

O tempo mínimo de internação é de 3 meses. A equipe médica define o tempo total conforme a evolução de cada paciente.

Sim. A internação involuntária é permitida por lei, a pedido da família e com indicação médica. A burocracia fica por conta da clínica, que comunica o Ministério Público em até 72 horas.

Sim. Realizamos a remoção com transporte seguro e cuidadoso. O valor depende da distância, e o ideal é consultar os nossos especialistas.

É pelo WhatsApp ou telefone. A equipe ouve o caso, orienta os próximos passos, indica a unidade mais adequada e informa o orçamento.

Se você chegou até aqui, provavelmente alguém que você ama precisa de ajuda. Não espere piorar. Fale com a nossa equipe, conte a situação e saiba quais são os próximos passos, com acolhimento e sigilo.

Telefones: (11) 99598-8626 e (11) 93934-2547. Atendimento de segunda a sexta, das 9h às 20h, e aos sábados e domingos, das 10h às 19h.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.

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