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Saúde mental Publicado em 25/03/2024 · 8 min de leitura

Esquizofrenia: Quando de fato é necessário a internação?

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Esquizofrenia: Quando de fato é necessário a internação?

Em casos graves de esquizofrenia, o tratamento em casa pode não ser suficiente. Quando há surto, risco e dificuldade de seguir o tratamento, a internação é uma forma de proteger o paciente e a família enquanto o quadro é estabilizado.

Resposta rápida: a internação na esquizofrenia é indicada por um médico psiquiatra em casos graves, geralmente quando há surto psicótico aliado a algum tipo de risco ou quando o tratamento fora da clínica não está sendo suficiente. A esquizofrenia não tem cura, mas o tratamento adequado traz estabilidade e mais qualidade de vida.

Conhecer esse caminho é importante: segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 21 milhões de pessoas vivem com esquizofrenia no mundo, e no Brasil são aproximadamente 2 milhões. Se você quer entender melhor a doença, leia sobre sintomas, causas e tratamentos da esquizofrenia.

O que é a esquizofrenia?

A esquizofrenia é um transtorno mental que causa desconexão com a realidade. A pessoa passa a ter pensamentos e experiências que não estão presentes, e isso afeta a forma de pensar, de se comportar e de sentir.

Atinge homens e mulheres, e a causa exata ainda não é conhecida. Acredita-se que fatores genéticos, ambientais e alterações cerebrais tenham relação. Durante os surtos, a pessoa tem dificuldade de distinguir o real do delírio e da alucinação, tende a se isolar e, em alguns casos, pode ficar agressiva. Veja os principais sintomas e o tratamento da esquizofrenia.

Como funciona a internação na esquizofrenia?

A internação exige avaliação e indicação de um médico psiquiatra, que também define se o caso realmente precisa dela, já que alguns quadros podem ser conduzidos de outra forma. A lei prevê três modalidades:

Modalidade Como funciona
Voluntária O paciente concorda e assina o termo de consentimento.
Involuntária Ocorre sem o consentimento do paciente, a pedido de um familiar ou responsável, com indicação médica. O Ministério Público é comunicado em até 72 horas.
Compulsória Só ocorre por determinação da Justiça. É a mais rara.

A voluntária e a involuntária são definidas a partir da avaliação do médico, que considera o estado mental e o risco para o paciente e para outras pessoas. Entenda a diferença em internação compulsória e involuntária.

Quais riscos indicam a internação?

Tipo de risco O que significa
Risco iminente à vida Agressão a si mesmo ou a outras pessoas: recusa de alimentos e líquidos, ameaça de incendiar a casa, autoagressão, tentativa de suicídio.
Risco social Perda de controle do comportamento e da autocrítica: frequentar locais violentos, fugir de casa repetidamente, entrar em brigas, expor-se a situações perigosas.
Risco à saúde Quando adiar o tratamento traz consequências piores e prejudica a recuperação.

Situação de emergência? Se a pessoa está em surto, com risco de agressão, de suicídio ou recusando alimentos e líquidos, Não espere: fale agora com o nosso atendimento pelo WhatsApp ou pelos telefones (11) 99598-8626 e (11) 93934-2547. Nossa equipe orienta a família e realiza a remoção com segurança.

Quando a internação é necessária?

De modo geral, a internação na esquizofrenia é indicada somente em casos graves. Em um primeiro momento, costuma-se tentar outras abordagens. A internação passa a ser necessária quando o paciente está em surto psicótico, não responde de forma adequada ao tratamento com medicamentos e precisa de vigilância contínua.

Esse é o ponto-chave: quando é preciso monitorar o paciente com frequência, há sinal claro de que ele pode colocar a si mesmo e outras pessoas em risco. Veja o que fazer nas primeiras horas de um surto psicótico.

Qual é o quadro grave da esquizofrenia?

O quadro grave costuma reunir muitas alucinações e delírios, que intensificam outros sintomas, como isolamento social e agressividade. Isso aumenta o risco para o paciente e para a família.

  • sintomas psicóticos intensos, com perda de contato com a realidade;
  • risco de agressão a si mesmo ou a outras pessoas;
  • recusa de alimentação, de medicação e de cuidados básicos;
  • falta de resposta ao tratamento feito em casa;
  • família sem condição de oferecer a vigilância necessária.

Na internação, o paciente fica em um ambiente adequado, com equipe estruturada para acompanhar os momentos de crise. Isso também favorece a continuidade do tratamento e ajuda os resultados a durarem mais. Veja o tratamento da esquizofrenia no Instituto Aron.

E se o paciente recusa o tratamento?

É comum, na esquizofrenia, a pessoa não reconhecer que está doente. Quando as conversas não avançam e o quadro piora, a família pode solicitar a internação involuntária. Leia o que fazer quando o familiar recusa tratamento e como pedir uma internação psiquiátrica. Se o paciente não puder ir até a unidade, temos o serviço de remoção de pacientes.

Quando a internação é indicada para esquizofrenia?

A internação em uma clínica psiquiátrica é indicada quando o tratamento fora do ambiente de cuidado não é suficiente ou seguro. Entre as situações mais comuns:

  • surto psicótico com risco para o paciente ou para outras pessoas
  • falta de resposta ao tratamento com medicamentos
  • recusa de alimentação e de cuidados básicos
  • necessidade de vigilância contínua

Se você ainda tem dúvidas, leia internação psiquiátrica: saiba quando é necessária e veja como pedir internação.

A internação pode ser voluntária, quando a pessoa aceita, ou involuntária, quando ela recusa e a família solicita, com indicação médica, conforme a Lei 10.216/2001. A involuntária é permitida por lei e a burocracia fica por conta da clínica, e não da família: a clínica comunica o Ministério Público em até 72 horas. Entenda a diferença para a internação compulsória e conheça a nossa página de internação psiquiátrica.

Como a família pode se cuidar nesse processo?

  • Procure orientação para a família, não só para o paciente;
  • Não discuta os delírios: acolha o sentimento sem concordar nem confrontar;
  • Anote o que observa: datas, falas e comportamentos ajudam a equipe médica;
  • Divida a decisão com outros familiares;
  • Lembre-se de que internar é cuidado, e não abandono. Leia sobre a culpa de internar um familiar.

Baixe o guia gratuito para famílias, confira o enxoval para internação, consulte o glossário de saúde mental e veja as perguntas frequentes.

Como funciona o tratamento de esquizofrenia no Instituto Aron?

O Instituto Aron é uma clínica particular, que não atende convênios nem planos de saúde, porque o nosso trabalho é personalizado, com atenção individual a cada paciente e a cada família. Temos unidades em vários estados, entre elas São Paulo e Rio de Janeiro, e a nossa equipe orienta qual é a mais adequada para o caso.

O tempo mínimo de internação é de 3 meses, porque os transtornos mentais pedem tempo para estabilização e acompanhamento. O orçamento é individual, feito depois de conhecer o caso, e você pode entender o que influencia o valor em quanto custa uma internação psiquiátrica. Conheça a nossa história e os depoimentos de famílias. Nosso atendimento é de segunda a sexta, das 9h às 20h, e aos sábados e domingos, das 10h às 19h.

Perguntas frequentes sobre esquizofrenia

Não. Mas o tratamento adequado controla os sintomas e traz estabilidade e mais qualidade de vida. A internação é uma etapa para estabilizar quadros graves.

Em casos graves, geralmente com surto psicótico aliado a risco para o paciente ou para outras pessoas, ou quando o tratamento fora da clínica não é suficiente. A indicação é sempre de um médico psiquiatra.

Sim, na modalidade involuntária, prevista na Lei 10.216/2001, com indicação médica. Não depende de ordem judicial, e a clínica comunica o Ministério Público em até 72 horas.

A involuntária é pedida pela família, com indicação médica. A compulsória é determinada pela Justiça.

Alguns pacientes, durante surtos, podem ficar agressivos, principalmente quando há delírios de perseguição. Por isso a avaliação de risco é tão importante.

Fale com a nossa equipe pelo WhatsApp ou pelos telefones (11) 99598-8626 e (11) 93934-2547. O atendimento é de segunda a sexta, das 9h às 20h, e aos sábados e domingos, das 10h às 19h.

Não. Trabalhamos apenas no particular, porque o nosso trabalho é personalizado e só nessa modalidade conseguimos oferecê-lo com a atenção individual que cada família precisa.

Se você chegou até aqui, provavelmente alguém que você ama precisa de ajuda. Não espere piorar. Fale com a nossa equipe, conte a situação e saiba quais são os próximos passos, com acolhimento e sigilo.

Telefones: (11) 99598-8626 e (11) 93934-2547. Atendimento de segunda a sexta, das 9h às 20h, e aos sábados e domingos, das 10h às 19h.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.

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