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Clinica psiquiatrica Publicado em 03/06/2024 · 10 min de leitura

Fobias: Tipos, Sintomas e Tratamento

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Fobias: Tipos, Sintomas e Tratamento

Levar um susto com uma aranha, sentir frio na barriga numa janela alta ou ficar desconfortável ao falar para uma plateia são reações comuns. Mas, quando o medo é excessivo, persistente e passa a limitar a rotina, pode ser uma fobia, um tipo de transtorno de ansiedade que tem tratamento.

Revisado por: Dr. Ricardo, médico psiquiatra do Instituto Aron (CRM/SP).

Resposta rápida: fobia é um medo intenso e desproporcional diante de uma situação, lugar, objeto ou animal que não representa perigo real. Diferente do medo comum, ela causa sofrimento e leva a pessoa a evitar situações do dia a dia. O tratamento combina psicoterapia e, quando necessário, medicamentos prescritos pelo psiquiatra.

Neste guia você vê a diferença entre medo e fobia, as fobias mais comuns, os sintomas e como funciona o tratamento. Veja também o tratamento de ansiedade em clínica psiquiátrica.

O que é fobia?

É um transtorno de ansiedade marcado pelo medo irracional de uma situação, atividade, lugar, objeto ou animal. A ansiedade sentida é desproporcional ao perigo real, e a pessoa passa a evitar aquilo que teme, o que pode afetar o trabalho, os estudos e as relações.

As fobias podem ser específicas (animais, alturas, sangue, voar) ou complexas, como o medo de interações sociais. Elas costumam surgir da combinação de fatores genéticos e ambientais, experiências traumáticas, aprendizado na infância e mudanças no funcionamento do cérebro. Por isso, crianças e jovens também podem ser afetados.

Qual é a diferença entre medo e fobia?

O medo é uma emoção básica e universal, que protege diante de um perigo. A ansiedade é uma mistura de emoções com o medo em destaque e ajuda a antecipar desafios. Os dois fazem parte da vida e variam de pessoa para pessoa.

  Medo comum Fobia
Intensidade Proporcional ao perigo Desproporcional, angustiante e difícil de controlar
Duração Passa quando a situação passa Persistente, mesmo sem perigo real
Comportamento A pessoa segue a rotina A pessoa evita situações e perde autonomia
Impacto Pequeno ou nenhum Prejuízos no trabalho, nos estudos e nas relações

A grande diferença está na intensidade do sofrimento e nas consequências para a vida da pessoa.

Quais são as fobias mais comuns?

Já foram descritas milhares de fobias. Muitas são tratadas como "medos bobos", e a pessoa acaba sofrendo calada ou se isolando. As mais conhecidas são:

Fobia Medo de Como costuma aparecer
Acrofobia Altura Vertigem, tremor e pânico. Nos casos graves, a pessoa evita escadas, elevadores e pontes.
Aerofobia Voar A pessoa evita viagens de avião, o que limita o lazer e o trabalho. Não é o mesmo que acrofobia.
Agorafobia Lugares abertos, multidões ou onde seja difícil escapar ou pedir ajuda Dependência de companhia para sair de casa, até para ir ao mercado ou à farmácia.
Aracnofobia Aranhas Uma das mais comuns, muitas vezes ligada ao aprendizado na infância.
Claustrofobia Lugares fechados e pequenos Pânico em elevadores, metrô ou exames como a ressonância magnética. É diferente da agorafobia.
Coulrofobia Palhaços Frequentemente ligada a experiências na infância e a filmes de terror.
Fobia social Ser rejeitado, humilhado ou avaliado negativamente Evita falar em público, festas, comer diante dos outros. Começa na infância ou adolescência e pode se manter na vida adulta se não for tratada.
Glossofobia Falar em público Medo paralisante e persistente, que atrapalha a escola e o trabalho.
Hematofobia Sangue Desmaio, enjoo, tontura e falta de ar. A pessoa pode evitar exames de sangue.
Ofidiofobia Cobras Pavor intenso, até diante de uma imagem. Pode ter origem em uma herança evolutiva do medo.
Tripofobia Padrões de buracos ou saliências Está mais ligada a nojo do que a medo, e nem sempre é considerada uma fobia.

Existem ainda fobias incomuns, como o medo de veículo em movimento (amaxofobia), de risadas (geliofobia) ou de gnomos de jardim (gnomofobia).

Quando a fobia social avança, pode vir acompanhada de depressão ou de abuso de álcool e drogas. Entenda mais em tratamento para dependência química e sintomas de depressão.

Quais são os sintomas de uma fobia?

Quem tem fobia costuma saber o que teme e evita aquilo ao máximo. Em alguns casos, só de pensar no que causa o medo já surgem os sintomas, que aparecem de repente, principalmente numa crise de pânico.

Tipo Sintomas
Físicos Tontura, vertigem, náusea, tremores, calafrios, formigamento, suor intenso, dor de cabeça, tensão muscular, diarreia, palpitações, boca seca e falta de ar.
Psicológicos Preocupação excessiva, fixação no problema, irritabilidade, dificuldade para dormir, confusão mental e medo de perder o controle, de enlouquecer ou de morrer.

Às vezes a fobia vem junto de outros transtornos, como ansiedade e depressão. Por isso, o diagnóstico completo, feito por um profissional, é importante. Veja também os problemas psiquiátricos mais comuns.

Situação de emergência? Se a pessoa está em crise intensa de pânico, desorientada, sem conseguir se acalmar ou com pensamentos de morte, Não espere: fale agora com o nosso atendimento pelo WhatsApp ou pelos telefones (11) 99598-8626 e (11) 93934-2547. Nossa equipe orienta a família e realiza a remoção com segurança.

Como tratar as fobias?

As fobias são transtornos que atrapalham a vida e, sem tratamento, podem levar a depressão, isolamento social e pensamentos de morte. O tratamento começa com uma avaliação cuidadosa, que considera os aspectos físicos, cognitivos e psicossociais. Veja como funciona o tratamento psiquiátrico.

Tratamento Como funciona
Psicoterapia A terapia de exposição e a terapia cognitivo-comportamental ajudam a entender as causas do medo e a enfrentar, aos poucos, as situações temidas. As sessões precisam ser regulares.
Medicamentos Podem ser indicados pelo psiquiatra nos casos mais intensos ou com outros sintomas associados, para reduzir ansiedade e agitação. Só com prescrição e acompanhamento médico, e com tempo definido pelo médico.
Terapias complementares Técnicas como a hipnoterapia podem ajudar como apoio, mas não substituem a avaliação e o tratamento conduzidos por profissionais de saúde.
Apoio da família Não reforçar a causa do medo, comemorar os progressos e dar suporte nos momentos de crise.

A escolha depende da evolução do quadro, dos sintomas, do histórico e da colaboração da pessoa. O objetivo é devolver autonomia e qualidade de vida, sem promessa de cura.

Quando procurar ajuda?

  • O medo é frequente e desproporcional ao perigo;
  • A pessoa evita lugares, tarefas ou pessoas por causa dele;
  • Há crises de pânico, insônia ou sofrimento intenso;
  • O quadro atrapalha o trabalho, os estudos ou as relações;
  • Surgem tristeza profunda, uso de álcool ou drogas para aliviar, ou pensamentos de morte.

Quando a internação é indicada para fobia e transtornos de ansiedade graves?

A internação em uma clínica psiquiátrica é indicada quando o tratamento fora do ambiente de cuidado não é suficiente ou seguro. Entre as situações mais comuns:

  • crises de pânico intensas e repetidas
  • depressão grave ou pensamentos de morte associados
  • uso de álcool ou drogas para aliviar o medo
  • isolamento total e incapacidade de cuidar de si
  • falta de condições de cuidado seguro em casa

Se você ainda tem dúvidas, leia internação psiquiátrica: saiba quando é necessária e veja como pedir internação.

A internação pode ser voluntária, quando a pessoa aceita, ou involuntária, quando ela recusa e a família solicita, conforme a Lei 10.216/2001. A involuntária é permitida por lei, e a avaliação médica (feita por psiquiatras da clínica, como o Dr. Ricardo) e toda a burocracia ficam por conta da clínica, e não da família: a clínica comunica o Ministério Público em até 72 horas. Entenda a diferença para a internação compulsória e conheça a nossa página de internação psiquiátrica.

Se a pessoa recusa o cuidado e o quadro piora, veja o que fazer quando o familiar recusa tratamento e como pedir internação psiquiátrica.

Como a família pode ajudar?

  • Acolha sem ridicularizar: o medo é real para quem sente;
  • Não reforce a esquiva, sem forçar a exposição de uma vez;
  • Incentive a avaliação com psiquiatra e psicólogo;
  • Comemore os pequenos avanços;
  • Cuide de você: veja a culpa de internar um familiar se a decisão de internar surgir.

Baixe o guia gratuito para famílias, confira o enxoval para internação, consulte o glossário de saúde mental e veja as perguntas frequentes.

Como funciona o tratamento de fobia e ansiedade no Instituto Aron?

O Instituto Aron é uma clínica particular, que não atende convênios nem planos de saúde, porque o nosso trabalho é personalizado, com atenção individual a cada paciente e a cada família. Temos unidades em vários estados, entre elas São Paulo e Rio de Janeiro, e a nossa equipe orienta qual é a mais adequada para o caso. A avaliação médica é feita por psiquiatras da clínica, como o Dr. Ricardo.

O tempo mínimo de internação é de 3 meses, porque os transtornos mentais pedem tempo para estabilização e acompanhamento. O orçamento é individual, feito depois de conhecer o caso, e você pode entender o que influencia o valor em quanto custa uma internação psiquiátrica. Conheça a nossa história e os depoimentos de famílias. Nosso atendimento é de segunda a sexta, das 9h às 20h, e aos sábados e domingos, das 10h às 19h.

Perguntas frequentes sobre fobias

É um transtorno tratável, e muitas pessoas melhoram bastante com psicoterapia e, quando necessário, medicamentos. Não prometemos cura, e o acompanhamento depende de cada caso.

O medo é proporcional ao perigo. A fobia é intensa, persistente, desproporcional e leva a pessoa a evitar situações e a ter prejuízos na rotina.

Não. É um transtorno de ansiedade que causa sofrimento real e exige cuidado, e não deve ser tratado como "medo bobo".

Nem sempre. A psicoterapia é a base, e o psiquiatra avalia se o remédio é necessário, em quais doses e por quanto tempo.

Sim. Ao se deparar com o que teme, ou só de pensar nisso, a pessoa pode ter sintomas intensos de pânico.

Só em quadros graves, com risco, depressão intensa, uso de substâncias ou impossibilidade de cuidado em casa. A avaliação é da equipe médica.

Não. O Instituto Aron é uma clínica particular, com atenção individual a cada paciente e a cada família. O atendimento é só para maiores de 18 anos.

Pelo WhatsApp ou pelos telefones (11) 99598-8626 e (11) 93934-2547, de segunda a sexta, das 9h às 20h, e aos sábados e domingos, das 10h às 19h.

Se você chegou até aqui, provavelmente alguém que você ama precisa de ajuda. Não espere piorar. Fale com a nossa equipe, conte a situação e saiba quais são os próximos passos, com acolhimento e sigilo.

Telefones: (11) 99598-8626 e (11) 93934-2547. Atendimento de segunda a sexta, das 9h às 20h, e aos sábados e domingos, das 10h às 19h.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.

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